quarta-feira, 30 de julho de 2014

Das coisas que não entendo

Primeiramente, quando ocorre um acidente, quer seja automobilístico, predial caseiro ou outro qualquer, a pessoa que lhe deu causa, tem a obrigação de repará-lo, pagando assim ao prejudicado o valor equivalente ao causado.
É normal e justo que assim aconteça, pois ninguém tem obrigação de arcar com qualquer prejuízo causado por outra pessoa.
Desde que descambou a zona que está ocorrendo no Brasil, quando das passeatas, grupos de baderneiros, orquestrados por sabe-se lá quem, resolvem “tocar o terror”, destruindo o que encontram pela frente, quer seja propriedade pública ou privada. Vejo o quebra quebra em bancos, lojas, órgãos públicos, sinalização de trânsito e tudo que veem pela frente.
Vi uns e outros serem presos e depois, não sei por qual cargas d’água foram soltos e não ouvi qualquer coisa sobre o pagamento dos prejuízos que causaram quando da destruição de bens públicos ou particulares.
Quero crer que algo deverá ser feito para a reparação dos danos causados, pode ser até com trabalho mesmo, já que a maioria É de desocupados ou “açeçores” de alguém.
Em segundo lugar, assisti a um noticiário nacional, sobre o numero de acidentes de trânsito no Brasil fiquei deveras assustado.
Morre todo dia, praticamente a mesma quantidade de pessoas como se tivesse caído um Boeing lotado, apenas no trânsito – não estou falando em acidentes domésticos, industriais ou por assassinato – apenas no trânsito maluco das ruas e estradas na nossa terrinha.
O jornalista Alexandre Garcia, disse em seu pronunciamento que “a direção agressiva é munição na tragédia brasileira” e cita alguns fatores que podem influenciar a pessoa quando está atrás do volante de um carro como estresse, dívidas, trânsito congestionado, problemas familiares e outros mais.
É incrível como os números são malucos, dignos de uma guerra civil.
Morre mais gente no trânsito do Brasil do que em qualquer das pequenas guerras espalhadas por esse mundão de meu Deus.
Entendo, como toda e qualquer pessoa com juízo perfeito – não que o meu seja –  que a melhor forma de reduzir a quantidade de veículos e consequentemente também reduzir os acidentes no trânsito é um transporte público de qualidade, com horários sendo respeitados, sem malandros para perturbarem as senhoras e senhoritas e com preços justos.
A solução é fácil, facílima.
Basta que seja proibida a fabricação de veículos que corram mais de 60 quilômetros por hora, exceto veículos da polícia, dos bombeiros e ambulâncias, assim não precisaríamos ter tantos policiais de trânsito, policiais rodoviários, não seria necessária mais sustentarmos indústria dos “pardais”, um monte de passarelas e outras coisas mais.
Em terceiro, todo dia vejo os marronzinhos da prefeitura de Porto Velho, multando pessoas, em diversas ruas da cidade, com alegação de estarem estacionados em local proibido.
Interessante o que ocorreu semana passada.
Três cidadãos fiscais de trânsito da prefeitura, acompanhados de Policiais Militares do Pelotão de Trânsito pararam no “corredor de ônibus” da avenida Calama e passaram a multar todos que estavam estacionados na devida faixa.
O que questiono que, se é “corredor de ônibus”, ou seja, para os ônibus passarem, qual o motivo das viaturas dos “agentes de trânsito” também estarem paradas no famigerado corredor?
Eles também não estão atrapalhando o livre caminho dos ônibus?
E os ônibus, não deveriam ser multados, quando estão trafegando fora de seu devido corredor?
Como diria o macaco, perguntar não ofende.
Tudo bem, o que escrevi é apenas sarcasmo, para desopilar o fígado, porém não deixa de ser verdade.









terça-feira, 15 de julho de 2014

Síndrome de Estocolmo

Acredito que com o pós copa do mundo do Brasil, de 2014, estamos vivendo a famosa Síndrome de Estocolmo em relação a Seleção da Alemanha.
Para quem não sabe o que é, se trata de um estado psicológico no qual, uma pessoa, quando submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a simpatizar, ter amizade ou até mesmo amar o seu agressor.
Seu nome é em referência ao assalto de Norrmalmstorg ocorrido eu 23 de agosto de 1973, a no centro comercial de Estocolmo, capital da Suécia, onde três mulheres e um homem foram feitos reféns em um assalto a um banco, que durou seis dias.
Como é de conhecimento, os reféns passaram a ter uma relação especial com os raptores, e hoje conhecemos como Síndrome de Estocolmo.
Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus algozes – assim como está acontecendo nos dias atuais, com a seleção alemã, por torcedores do Brasil, após termos levado uma lavada de 7 x 1 e acharmos que os “alemães são bonzinhos”.
Até concordo que em fábulas escritas por La Fontaine, Esopo ou especialmente na escrita por Barbol, “A bela e a Fera”, um clássico da que descreve a história de uma garota bonita e inteligente que é vitima de cárcere privado por uma fera, e ao fim passa a ter um relacionamento afetivo e se casa com a fera a síndrome seja aceita.
Tudo bem que em contos de fadas até vale uma referência a Síndrome de Estocolmo, porém, nos dias atuais, em relação ao futebol e ao vexame que passamos, entendo que já é demais para minha cabecinha.
Nas redes sociais, vejo grande parte da população futebolística brasileira, sofrendo da famosa síndrome, no momento em que a seleção alemã passou de algoz a ídolo, ao ponto de muita gente achar normal o resultado do jogo, apenas pelo fato deles não terem tripudiado em cima, como poderia ter acontecido se o resultado fosse contra a equipe da Argentina.
Desculpem-me os cordeirinhos de plantão.
O chocolate que pegamos, sendo da Alemanha, Argentina, Holanda ou qualquer outra seleção de futebol do mundo é ridículo e merecedor da mais veemente crítica.
Surra é surra não importando se foi de pouco ou de muito.
Meus brios de torcedor e de brasileiro estão feridos.
Sou penta campeão do mundo em futebol e qualquer resultado que o desejo do hexa campeonato sofresse solução de continuidade seria para mim uma vergonha, visto que, teoricamente temos jogadores de primeira grandeza, com salários dignos para o nível dos mesmos, uma estrutura invejável para atendimento e treinamento e mais, fomos derrotados no quintal de casa.
No caso da síndrome, é importante observar que o processo ocorre sem que a vítima tenha consciência disso, porém na vida real, hoje na copa do mundo, eu tenho consciência do que está acontecendo.
O que posso entender é que como na Síndrome de Estocolmo, em que a mente do algoz – no caso a Alemanha – fabrica uma estratégia ilusória para proteger a psique da vítima – a Seleção do Brasil – eu como bom brasileiro, torcedor fanático e decepcionado, não com o resultado e sim com a forma que ocorreu, não posso concordar nunca, jamais.



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Brasil campeão

Após a humilhante derrota sofrida pelo Brasil, imposta pela Alemanha, quando da Copa do Mundo de 2014, tendo ficado mais decepcionado do que zangado, para não dizer puto mesmo, tenho que refletir sobre alguns assuntos que são pertinentes.
Nas redes sociais, logo após o jogo, vi de tudo.
Da crítica à presidente do Brasil, Dona Dilma que não teria pago em Euro o valor da propina até  a ignorância extrema de que tínhamos sido comprados.
Já no dia seguinte, após o olho começar a abrir – que tava roxo de tanta peia que levamos, pois, diga-se de passagem, que nunca na história de nosso futebol, tínhamos apanhado tanto, passei a ver alguns comentários mais amenos.
Vi também comentários favoráveis para nossa seleção, bem como enxerguei alguns elogios – raríssimos claro.
Hoje consigo pensar com a cabeça mais fria e sobre o pescoço, ainda que nem tudo está perdido.
Perdemos a copa de futebol, porém em 2014 temos outras copas para ganhar. Temos a copa da saúde, que estamos nos últimos lugares, a copa da educação que já vencemos alguns pontos, basta ver os resultados que nossos alunos trazem quando participam de competições fora do país - o que ninguém comenta.
Temos a copa das eleições, que poderemos ficar em primeiro lugar, votando em pessoas decentes e com compromisso com o povo brasileiro e não fazendo média com republiquetas de compadres para apenas, passar por bonzinhos no resto do mundo.
Embora pouco divulgado pela mídia brasileira, somos campeões das olimpíadas de matemática, química, física e outras mais...
Não temos registrado nenhum caso de paralisia infantil desde a década de 1990, ou antes...
Nosso índice de desenvolvimento humano melhorou...
Não estamos vivendo um mar de rosas. E não pensem que as melhoras conseguidas aqui foram obra de um ou outro governo que acaba de entrar no trem e já quer sentar próximo à janela não.
Foi um trabalho resultado de programa de estado e não de governo.
Temos uma zaga frágil na saúde, na educação, nos transportes, na habitação, na responsabilidade social e por aí vai.
Temos uma zaga frágil nas políticas públicas que preferem dar o peixe a ensinar a pescá-los.
Temos uma zaga frágil na política de que, dar esmola e melhor do que gerar empregos.
Temos uma compra de votos institucionalizada, famigeradamente conhecida como bolsa família.
Temos a mania de grandeza e queremos demonstrar ao mundo, perdoando dívidas de outros países, enquanto a dívida interna só cresce; construindo portos para compadres enquanto os nossos estão um caos; fazendo pontes e estradas que só Deus sabe onde, enquanto as nossas estradas estão um lixo.
Não quero ganhar apenas a copa de futebol.
Quero mais, quero muito mais.
Quero um país que eu e meus filhos possamos nos orgulhar, com escolas dignas, hospitais humanizados, estradas transitáveis e políticos honestos.
Quero por fim que, assim como técnicos de futebol são chamados de professores, que os professores ganhem igual a técnicos de futebol.
Agora sim, quero ser campeão.